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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Sentimento humanitário


Imagem: http://www.canalkids.com.br/

Bom, hoje eu pensei em escrever sobre a falta de sentimentalismo das pessoas. Acho que esta nem é a palavra certa, pois todos nós temos sentimentos. Mas o que estamos em falta é de sentimentos bons, está faltando um sentimento humanitário, compaixão, piedade. São tantas as notícias trágicas que ouvimos e que vemos nos noticiários! E o pior de tudo é que muitos são causados propositalmente. Sem falar de outros casos em que uma grande quantidade de pessoas assistem a cena com tanta frieza e, em vez de ajudar, pegam seus aparelhos tecnológicos e começam a gravar. Talvez para espalhar a notícia, para comprovar que estava ali participando da cena, para ganhar algum dinheiro extra vendendo para alguma rede de notícias, ou outra situação que eu não sei dizer. 
Só sei que todos fomos feitos da mesma forma, todos temos os mesmos órgãos, as mesmas reações, a capacidade de termos os mesmos sentimentos, entre muitas outras coisas. E penso eu, o que leva uma pessoa a fazer mal a outra? E se estivessem fazendo contra você? E se o vídeo da situação vergonhosa, constrangedora em que você aparece vulnerável estivesse rolando na mão das pessoas da sua cidade, estado, país e até no mundo? 
Um exemplo disto são as brigas em escolas, brigas em festas, violência, e até mesmo o linchamento da mulher no Guarujá que chocou o mundo. 
A justiça humana é muito falha, realmente. Mas a política da justiça com as próprias mãos, do "olho por olho, dente por dente" não adianta nada. Só piora a situação. É como se cometessem o crime pela segunda vez, e isto mudará o mundo? Creio eu que não. Dessa forma, será mais uma pessoa, mais uma família, mais uma cidade, e mais um mundo desacreditado quanto ao sentimento humano de seu semelhante. Temos medo de nossa espécie.

Autora: Beatriz Braga Pereira

sexta-feira, 21 de março de 2014

Alfinetadas

Ontem, quando abri o facebook, vi duas postagens que mexeram com meus parafusos. Não que eu não tinha visto antes algumas postagens parecidas, mas foram duas pessoas próximas a mim, o que me fez refletir.
É muito bom quando estamos a favor do vento, quando temos coisas boas para comemorar, quando alcançamos muitos objetivos. Nós ficamos muito felizes, a ponto de compartilhar as notícias com amigos, familiares... e no facebook. Não que isto seja errado, é muito legal compartilhar uma boa notícia :)
A situação chata aparece quando determinada pessoa posta quantas faculdades ela passou depois de quase um semestre de aula, se vangloriando. Ou então quando outra pessoa posta no face que reconheceu tudo o aquilo que conquistou e diz estar muito feliz. Mas antes, cá entre nós, quando as marés estavam baixas, ficava choramingando por não ter conquistado o próximo objetivo, dentre muitos já conquistados.
Bom, aí você para pra pensar. Estas pessoas estão muito felizes, quando recebem uma notícia muito boa é normal compartilhar com pessoas queridas, ou nem tanto, né? rs
E nós também ficamos felizes por eles, de coração. Ainda mais se forem pessoas próximas a nós. O problema é quando elas não se cansam de se vangloriar, todos já sabemos das suas conquistas pelo face, pela escola, pelos amigos em comum.... e isto cansa! E aquilo que antes era admiração, e até um pouquinho de inveja, acaba se transformando em desprezo.

Autora: Beatriz Braga Pereira

sexta-feira, 7 de março de 2014

Alguém por perto apesar do vento, do tempo, e dos sentimentos...


Como é bom encontrar alguém que não passa despercebido em nossas vidas. Tantas pessoas entram em nossas vidas, convivem conosco, mas depois de um tempo somem. E aquela sensação de que tudo o que ocorreu ficou guardadinho lá no fundo ou como se o vento levasse toda aquela intimidade, assumisse o tempo presente.
Mas então num momento inesperado, eis que uma pessoa aparece. E aparece devagarzinho, silenciosa... e quando caímos em si, já é residente de nosso coração. Mesmo um pouco distantes, digo distante quanto ao convívio, ao desabafo de uma ou ambas as partes, quanto a conversas bobas do dia-a-dia, nos preocupamos um com o outro. Queremos ajudar. 
Mesmo que uma delas seja quietinha, tímida, sensível... e a outra seja calculista, egocêntrica e imprevisível... é tão agradável olhar nos olhos e sentir o quanto é bom estar perto! É como se as almas se encontrassem.
Nos comportamos civilizadamente, cautelosamente. Mas às vezes a formalidade cai e a juventude toma conta das ações, as risadas se confundem e nos transformamos em velhos amigos. 
Desejo a mim e a todos que esta sensação nunca acabe. Que o vento não a leve para longe, e que essa troca de sentimentos não passe a ocorrer em vão. É tão bom termos alguém por perto!

Autora: Beatriz Braga Pereira

quinta-feira, 6 de março de 2014

Não se feche!


Estava na aula. Aquelas aulas que te deixam para baixo e te fazem perguntar: será que estou no lugar certo?
Mas então ouvi a professora dizer algo sobre a matéria do dia anterior, e ela nos disse que não podemos nos fechar para o novo, para o diferente. Talvez não gostamos de determinadas músicas, artes, pessoas... mas não podemos nos fechar, as vezes nós temos que ouvir, conhecer para tirarmos nossas próprias conclusões, diferentes estilos podem até mesmo nos ajudar em determinadas situações.
Gostei muito do que ela falou. Isto não mudou a minha opinião do curso haha, mas me fez refletir... Quantas vezes eu já me fechei? Hoje eu percebo que isto não vale a pena. Para sairmos do lugar, para crescermos é preciso abrir os olhos e o coração para novas experiências.

Autora: Beatriz Braga Pereira

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

No ponto de ônibus


Certo dia, quando estava num ponto de ônibus, ouvi uma conversa que me deixou incomodada. Lá havia mais três pessoas, e duas estavam conversando de modo que qualquer um no local ouvisse também. Eles falavam da falta de chuva e do consumo de água e energia. 
Mas depois eles começaram a falar sobre o mau governo do novo prefeito, aliás, de todos os anteriores também. Eu não estou aqui para defender político, mas para defender meu ponto de vista, já que estas pessoas criticam algo que moralmente, não teriam direito algum.
Eram uma moça e um rapaz, a moça disse que nem tinha o título de eleitor, e que não vota, obviamente, mas que também não tem vontade de votar em ninguém, já que não confia em mais nenhum candidato. O moço concordou com ela, dizendo também que não escolhe mais em quem votar, vota em branco. E continuavam a criticar a cidade, e o modo de governo atual e passados. 
Diante deste fato, onde está a moral destas pessoas? Se elas não prestam atenção nas propostas dos candidatos, e não escolhem aquele que as apresente de forma mais adequada, não tem o direito de criticar. Elas pagam impostos igual a todos, mas não adianta criticar algo sem ter tomado conhecimento antes. Se elas não estão satisfeitas com o governo atual, que busquem seus princípios e não fiquem criticando pelos cantos. Falar mal em um ponto de ônibus não resolve nada, muito menos em redes sociais e dentro de casa. 
Eu espero que um dia, as pessoas não sejam tão hipócritas e parem de criticar em vão. Que antes elas façam um voto consciente, analisando as propostas do candidato eleito. E então, quando não estiverem satisfeitas, tenham recursos e motivos suficientes para buscar melhorias da forma correta.

Autora: Beatriz Braga Pereira

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Quando o orgulho fala mais alto


Algumas vezes queremos o melhor para algumas pessoas, às vezes, o melhor para você e certa pessoa. 
Há quem diga que nós nunca conseguiremos fazer o melhor para todos, e é isto o que acontece.
Um dia vocês chegarão a conclusão de que foram os vilões da história. Um dia vocês vão perceber que a felicidade que procuraram em outro lugar, na verdade, estava no mesmo lugar em que abandonaram.
Mas na verdade, nós fizemos isto pensando em poupar sofrimento, não? Para colocar a cabeça no lugar, os pensamentos em ordem e, infelizmente, magoamos e nos deixamos magoar por nossas escolhas...
Às vezes essa mágoa é tão boba, tão orgulhosa, que fica difícil voltar como era, voltar a tentar ser como era.
O bom mesmo era deixar o orgulho de lado e seguir o coração...  
Uma pena algumas pessoas sentirem vergonha em "dar o braço a torcer", e talvez, botar tudo a perder, e aí sim será tarde demais.
Mas se há sentimento, tudo se resolve! Cabe a nós analisarmos a situação e sermos mais humildes com os outros e com nós mesmos, com os nossos sentimentos. Uma coisa é certa: tentar ser feliz nesta vida sempre valerá a pena! 

Autora: Beatriz Braga Pereira

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Maturidade

Hoje eu vou falar sobre maturidade. É uma palavra presente em cada pessoa que conhecemos, seja pela falta, ou pelo excesso. Ou quem sabe, pelo equilíbrio. 
O fato é que nós sempre nos queixamos daqueles que não são como nós. Aqueles que não levam nossos sentimentos a sério nas situações do dia-adia. E nós o tachamos de Imaturos.  As pessoas de bom coração e as crenças nos dizem que devemos sempre ter um coração de criança. Um coração puro, para que possamos acolher e se deixar ser acolhido, não guardar mágoas, ver a vida como algo lindo, como uma 'brincadeira'. 
Mas o mundo pede para que tenhamos uma maturidade sólida! A vida tem escolhas difíceis, ou nem tanto, mas que nós a tornamos. A maturidade vem conforme os anos, mas não vem em forma de rancor e mágoas. Ela chega quando nós temos uma paz de espírito de compreensão, nada se torna imaturo quando se tem compreensão e amor. 
O mundo precisa de mais enternecimento! Está tudo muito cinza, muito frio. As pessoas se colocaram numa situação em que não pode mais ter piedade, consciência íntima, ter a certeza de que se pode errar sem ressentimentos. 
A maturidade não chega quando descobrimos que o mundo não é feito só de paz e coisas boas, não chega quando descobrimos o amor, não chega quando nós nos decepcionamos ou perdemos um emprego, não chega quando descobrimos os desejos da vida, e não chega quando alguém nos diz que somos...
A maturidade vem quando nós reconhecemos o real valor da vida. Onde aqui ninguém é igual, é uma escala de hierarquia. Está achando isto errado? Não!! A maturidade assume isto. Mas não assume mais do que o valor de sermos todos iguais internamente, a ponto de termos o dever de agir de forma digna com os sentimentos de nossos semelhantes.

Autora: Beatriz Braga Pereira

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Sou das antigas!



Hoje as redes sociais estão na vida de todas as pessoas, diretamente ou indiretamente. Publicam sentimentos, fatos, fofocas, e fotos. Muitas fotos. Parece que hoje em dia nada pode ser feito sem ter tirado uma foto, é preciso comprovar aos outros que fomos a tal lugar, ou então parece que sem fotos não conseguimos recordar, é uma lembrança de determinado momento. 
Mas eu sou suspeita, pois ADORO uma foto, haha.  Mas eu não estou aqui para falar de foto, e sim de algumas coisas que já caíram no esquecimento...
Sou daquelas que adoram escrever e-mails, e receber também, lógico. Parece algo tão mágico, tão familiar, tão secreto... 
Estes chats de redes sociais não fazem o meu tipo, parece tão cansativo... e aquela janelinha pequenininha então? Sem falar que você se distrai a todo momento ao ver o feed de notícias se atualizando. Uma pena que hoje para a maioria das pessoas o e-mail é somente para fins profissionais... 
Toda vez que eu escrevo um e-mail, me vejo escrevendo uma carta. Ha! a carta... A carta é uma forma tão bonita de lembrar outra pessoa! Nela conseguimos sentir cheiro, ver a letrinha de quem a escreveu... imaginamos mais facilmente a pessoa, é algo tão íntimo, tão familiar. 
Nada se compara também a um telefonema... Hoje as pessoas tem medo de telefonar, medo de usar a voz para se comunicar com outras pessoas. É tão bom ouvir a voz de pessoas queridas! Nela podemos identificar sentimentos! 
Mas como a carta demora um pouquinho para chegar ao destino, e as pessoas tem medo de falar e de gastar por telefone, eu opto pelo e-mail sempre que posso, mas por também estarem desconectados por este meio, fico com as redes sociais.
Sou das antigas!

Autora: Beatriz Braga Pereira

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A barreira do Oi


Bom dia queridos leitores!! Tudo bem com vocês?
Hoje busquei inspiração em um livro que li esta semana. Ele se chama Feliz por Nada, da autora Martha Medeiros. É um livro de crônicas, que reflete nosso dia-a-dia  de forma divertida e verdadeira, e conseguimos nos identificar em cada página. E aproveitando o assunto, teve uma crônica que me chamou bastante atenção, além de muitas outras, onde falava que a distância, o medo do desconhecido, é capaz de aproximar as pessoas. Pessoas que vemos todos os dias, há anos! Mas que não ultrapassamos a barreira do "Oi".
E isto é verdade. Passei por esta situação, aliás, estou passando haha!
Eu estudei com uma menina por três anos (ensino médio), e nós nunca fomos de conversar, só deixávamos sair um "oi" tímido e nada mais. Mas agora, com esta aflição de passar em uma faculdade em outra cidade, nos aproximamos. Até porque nós duas, por coincidência ou não, vamos morar no mesmo lugar! (se passarmos, é claro).
E agora, parando para pensar... Quantos "ois" por aí eu dei que poderiam ter virado uma linda amizade?

Autora: Beatriz Braga Pereira

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O colorido da vida


Nossa vida é feita de decisões. E temos mania de dividi-las gradativamente, como por exemplo, escolher um curso na faculdade, ou então escolher a cor do esmalte da vez. Ambas as situações são decisões, mas nós a encaramos, logicamente, de maneira diferente. Mas será que é tão diferente assim? 
Bom, se você escolher uma cor do esmalte e não gostar, poderá tirá-lo, ou então tentar combiná-lo com alguma roupa. Já a faculdade... também! (oh!) Pois é... o curso pode não tê-lo agradado muito, mas você decidiu continuar mesmo assim... ou então resolveu pegar a acetona e tentar outra cor, ou melhor, outro curso.
Algumas pessoas não gostam da cor que você usa, mas há algumas que gostam. Mas nada adianta se você não gostar realmente. Primeiramente, você que deve ser colorida haha. 
Nestas férias, eu estou percebendo isto diretamente. Há algumas decisões que só nós podemos tomar, e nossas decisões devem ser coloridas! Mas primeiramente devem ser coloridas para nós, para que os outros possam ver o reflexo desta cor. Se deixar influenciar por terceiros pode não dar muito certo... para formar uma nova cor é preciso fazer algumas misturas, e em alguns casos, são tantas as misturas de novas cores, novas opiniões, que não conseguimos mais voltar na original.
Mas há um segredinho...que nem é tão secreto assim: quando nós fazemos o que amamos, e quando nos mostramos felizes no que fazemos as pessoas passam a gostar desta cor, que a pouco era inusitada para elas. Elas até podem dar sugestões de algumas misturinhas para deixar a cor mais forte, mais clara... onde pode até nos fazer bem ;) mas outras, temos o direito de ignorar, mas com classe! haha com um belo sorriso de felicidade! Esta é a maneira mais correta de evitar interferências desnecessárias, pois não magoa ninguém, ao contrário, reflete motivação.
E então, sua vida está colorida? Tem espaço para novas cores?

Autora: Beatriz Braga Pereira
 
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